Quinta-feira, Maio 5

Sempre tive Medo dos Degraus

E dobrando aquela esquina, tentando ver vida nos parafusos soltos daquela janela suja do ônibus vermelho, por alguma razão, ah menino, por alguma razão eu ouvi um chamado que soava como uma goteira dentro de um balde qualquer.
Ecoava e ecoava, e quanto mais aumento tinha em sua queda, mais eco.
Um eco molhado, não não, um eco úmido.
Um eco quente, sequioso por afago que em sua cabeça, não passa de um eco sem cor. Pavorosa inquietude essa minha eu compreendo, mas a melhor de todo o reino, eu garanto.

1 comentários:

Paulo Moretti disse...

Que lindo texto, senti os teus sentimentos tocarem a minha alma.

 
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