Quarta-feira, Julho 20

Serra Leoa, por que não?


É uma vida muito estreita, muito fina, muito por um triz.
Olhamos assim, bem de soslaio aquele espelho cheio de pequenas luzes e avistamos ao longe um futuro empoeirado... Quem um dia havia dito que poeira não é de todo mal?
Os pés querem dançar, já é certo. Mas tem aquele algo que os segura... Não, não seria a poeira porque ela não é de todo mal.
E olhamos mais profundamente pra dentro das algas todas – esquecemos de dizer que era um espelho d’água, isso mesmo, como a canção.
E olhamos mais profundamente pra dentro das algas, mergulhando as pontas de tudo que um dia fora pequeno. Esse mergulho ora em Serra Leoa, ora em Montes Valdai trazia até nós rastros (rastros n’água vejam!) de tudo que um dia fora certo, hoje, apenas empoeirado.
Pra finalizar o mergulho, a poeira e a canção, repito aqui o que um dia já fora dito em outras nascentes: hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.

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