Domingo, Agosto 21

Numa Nota Aqui Ao Lado


De todos os trocadilhos: se eu fosse mesmo brincar de vestir-me de Deus; de todos os trocadilhos: se eu pudesse mesmo escolher; de todos os trocadilhos: eu faria (faríamos?) cabelos cor de sol e olhos tão profundos como Galápagos. Ilha de: Santa Maria. Santa Cruz. Santa Fé.
Mar Ilha e talvez Mar Sol. Lua Mar, por que não?
Das coxas suadas e do brilho de faca afiada à meia luz: se eu pudesse gritar pra Deus; dos braços dormentes e dos pés em meia ponta - bailarina indomável, por que não? Um gozo límpido e escoado; De você, pra mim: duas pequenas de uma vez só: Marília e Marisol.
Duas pequenas de asas iniciadas pelo sopro do Deus: agora sem roupa e com grito.
E mais pra frente, num dia ímpar do calendário, um pequeno rei - precisa mesmo ser nessa ordem?
Um rei: pra Ilha. Um rei? Para um Sol.
E de todas essas juras que ficaram: de todos esses cheiros prometidos: de todos esses fios de cabelo soltos - a certeza mais enfeitada.
Ficaremos, os dois, assim. Assim mesmo. Embevecidos de fogo e ardência; de possibilidade e paixão.
E essa, seria somente mais uma história se não fosse mesmo uma. Àquela que o Deus nos conta todos os dias em sonhos.

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